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ITUTINGA Portal
dos Campos das Vertentes O
Brasil que ninguém viu |
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Itutinga é a porta de entrada para os Campos das Vertentes — região localizada entre o Triângulo Mineiro e o Sul de Minas —, onde o cerrado abunda e as serras compõem os mais perfeitos cenários. Nascentes brotam por toda parte, cachoeiras derramam das alturas e nos rios, botes e caiaques enfrentam poderosas corredeiras. Asas delta e parapentes serpenteiam os céus, lendas e mistérios envolvem monumentos esculpidos pela natureza em rochas de arenito, rios subterrâneos guardam eternos segredos. Sua gente ainda tem hábitos simples, como receber em casa o leite entregue a cavalo. Em Itutinga é comum navegar em canoas de madeira, ouvir o alto-falante da igreja, pescar no rio o peixe do jantar e até fumar cigarros de palha. Na cidade, os liquens brotam nos telhados das casas anunciando o ar puro; na natureza, convivem em harmonia o tucano, o lobo guará, a capivara, o veado campeiro, candeias, bromélias, e uma infinidade de orquídeas. A
primeira hidrelétrica de Minas Gerais foi instalada em Itutinga.
Juscelino Kubitschek, então governador de Minas, inaugurou, em meados
de 1954, a Usina de Itutinga que se valeu dos desníveis do Rio Grande e
formou a Represa de Itutinga. Em 1961 é inaugurada a Usina de Camargos
também no Rio Grande, o que proporcionou a formação do grande lago de
Camargos. Pouco depois, em 1968, instala-se a subestação de Furnas no
complexo, com paisagismo de Burle Marx, para distribuir o potencial
energético produzido. Desde então, as torres de distribuição se
espalharam e, de certa forma, se incorporaram à paisagem, permeando
montanhas, campos rupestres, cerrado, matas. As torres acabaram por
constituir uma referência de navegação. O
trekking que faz a travessia da Serra do Pombeiro inicia ao pé de uma
torre. Depois desvenda campos de altitude, vegetação de afloramento de
rocha maciça e o espetacular complexo da Cachoeira das Aranhas. É
impossível ter de volta na memória a torre em meio à tão
deslumbrante cenário. Da
mesma forma, quem faz a travessia da Serra Ouro Grosso começa a
caminhada em um par de torres ao sopé da Pedra do Cruzeiro, mas acaba
por se extasiar com a beleza do lugar. As torres sempre ficam para trás
e a natureza se revela exuberante ao passo que se adentram os lugares
mais longínquos do município, muitos ainda inexplorados e escondendo
segredos. O
turismo local ainda está em fase de implantação. A infraestrutura não
comporta uma demanda muito grande de visitantes, o que proporciona muita
tranqüilidade para o turista que se instala. São duas pousadas, um
hotel, duas áreas de camping e somente três, mas muito bons,
restaurantes. Opção interessante é se hospedar nas fazendas, viver o
dia a dia do campo; apartar o gado, fazer a ordenha, comer comida
preparada em fogão a lenha e tomar banho em água canalizada das
nascentes. Os
roteiros disponíveis garantem atividades para qualquer disponibilidade
de tempo de permanência. Num único final de semana é possível fazer
quatro atividades diferentes em locais diversos. Da mesma forma, um
final de semana prolongado pode ser totalmente preenchido de atividades.
Mas para conhecer todos os encantos deste lugar, é melhor tirar férias. Nos
arredores da cidade existem muitos pontos de visitação. É possível
sair da pousada a pé e ir em poucos minutos até um deles. Um bom
exemplo é a caminhada do Tanque do Moinho: uma trilha leva até o
Rebojo, uma curva do Rio Grande, e desce acompanhando o rio por dentro
da mata ciliar — entre copaíbas, ingás e jatobás — até outra
trilha que sobe acompanhando o Ribeirão Grande e chega à cachoeira do
Tanque do Moinho. No local há um moinho movido a roda d’água em ruínas
e outro funcionando, onde pode-se ver o milho sendo moído a pedra como
antigamente. Outro exemplo é a visita à Pedra do Cruzeiro, um mirante
de onde se vê toda a cidade e o pôr do sol. Ainda, caminhando a partir
da cidade, pode-se ir à Serra Ouro Grosso e fazer um rapel nos paredões
de arenito ou praticar um boulder e, com sorte, avistar um lobo guará.
Há também o Poço da Sereia, o Cuca na Água, a Lajinha, o Morro
Pelado, o Boqueirão... Mas,
lugares bonitos e atividades ao ar livre se distribuem por toda parte. O
passeio mais distante requer um dia todo, é a exploração do Cânion
Sumidouro, na divisa com Ingaí, um trecho do Rio Capivari conhecido por
Funil. A caminhada começa na parte baixa do rio, por praias e trilhas,
e sobe o rio até alcançar as pedras. Entre os enormes paredões de
arenito e quartzito do cânion, de repente, o visitante chega a um poço
e percebe que dali para cima não há mais água. O leito segue seco
mostrando as rochas de basalto. Neste ponto o rio brota e forma a
ressurgência, um fenômeno que não deixa o banhista afundar pelo
efeito da correnteza ascendente. Aproximadamente quatrocentos metros
acima, o cânion se estreita como um funil; e de uma cachoeira, o rio
desaparece no sumidouro. Para cima do funil o rio é calmo e pode ser
percorrido de duck. No verão, esqueça, o nível das águas chega a
subir mais de 10 metros transformando o cânion numa única e imensa
corredeira. Um
pouco mais aquém está, talvez, o lugar mais misterioso da região:
Sete Pedras. Durante milhares de anos a ação dos ventos e das chuvas
esculpiu nas rochas de arenito belíssimos monumentos naturais. Sete
Pedras se assemelha à ruínas de uma cidade da qual só sobraram as
colunas. Quem lá chega, passa pelo Portal vigiado pela Pedra do Guardião.
Passando-se pela esquerda do Guardião e contornando por trás dele,
encontra-se a Pedra do Altar. Passando pela direita, a Pedra do Elmo. A
Pedra do Astronauta parece vigiar o vale lá embaixo, como se o
personagem tivesse escolhido o melhor lugar para sua observação, a
encosta da montanha. Talvez
pelo seu aspecto misterioso, incomum, Sete Pedras é envolto por um
clima de magia e misticismo. Segundo lendas, seu chão era coberto de
cristais. Há quem diga que o platô da montanha é um campo de pouso de
discos voadores, e moradores dos arredores da Serra da Mata do Coelho,
onde estão as Pedras, afirmam ver luzes rondando a montanha à noite. O
local é utilizado para cerimônias de iniciação Reiki por grupos esotéricos. No
extremo sul do município está o maior desnível de Itutinga, a Serra
de Carrancas, que chega a apresentar diferenças de 280 metros de altura
em alguns pontos e tem 15 quilômetros de extensão. Para fazer a
travessia da Serra de Carrancas por cima dos paredões são necessários
dois dias de caminhada. A vista que se tem durante o trekking,
entretanto, constitui um espetáculo dos mais bonitos. Mais dois dias são
necessários para fazer o caminho por baixo, beirando e apreciando os
paredões. Neles nidificam maritacas, papagaios, gaviões, canários e
outras aves. É uma região riquíssima em mananciais, toda recoberta
por vegetação nativa e de difícil acesso. Não
há como descer os precipícios da serra, não há possibilidade de
trilhas. Para baixo, só mesmo de asa delta ou parapente a partir da
rampa instalada próxima ao Salto. Toda
a extensão da Serra de Carrancas pode ser vista a partir do Morro da
Baleia, ao final da Serra do Pombeiro, já quase divisa com Itumirim. O
Morro da Baleia se assemelha a um grande cachalote para quem o observa
de longe. É composto de um monte principal, a cabeça da baleia; e um
outro menor, o rabo. Dele tem-se uma visão de 360º e avista-se as
cidades vizinhas, a Represa de Camargos e os 372,08 km2 do
território de Itutinga. A caminhada até o topo da baleia dura quase
duas horas de muito esforço, mas vale a pena. Os
amantes de caminhadas terão muito com que se deliciar em Itutinga. A
Serra da Chapada é o primeiro ponto a chamar a atenção de quem chega
à cidade pela BR 265 vindo de Belo Horizonte ou São Paulo. A seus pés
está uma reserva florestal com espécimes de madeira de lei. Na reserva da CEMIG,
na Serra Ouro Grosso, vivem lobos guará. Nela há uma trilha ecológica
que pode ser visitada com prévio agendamento. Da mesma forma, a CEMIG
disponibiliza para visitação o Viveiro de Mudas, que existe para fazer
replantio de matas ciliares e a Piscicultura, que faz o repovoamento do
Rio Grande acima das barragens. Por
volta de 1760, bandeirantes em busca do ouro marcam o início de um
povoado que deu origem ao Arraial de Santo Antônio da Ponte Nova,
devido a construção de uma ponte de madeira sobre o Rio Grande. No
local foi erigida uma capela sob a invocação de Santo Antônio, ainda
hoje padroeiro. A 9 de setembro de 1924, o distrito de Santo Antônio da
Ponte Nova passa a denominar-se Itutinga. Ytu-tinga, na linguagem indígena,
quer dizer cachoeira grande. Alguns historiadores traduzem como “Salto
Branco”. Mas
o que ninguém sabia é que a “cachoeira grande” ou “salto
branco” seria um dia palco de rafting. A referência a estes termos
dizem respeito à Corredeira do Mangue, um trecho do Rio Grande de
aproximadamente 600 metros em que as águas se agitam no desnível do
leito, por entre as pedras, e formam uma grande corredeira de águas
verdes e espumas brancas. E as corredeiras vão se sucedendo rio abaixo:
Quebra Canoa, Barro Preto, do Meio, da Ilha, num total de sete
corredeiras até o Pesqueiro, a mais violenta, técnica e emocionante. A
Cachoeira do Pesqueiro foi detonada para facilitar a subida dos peixes
que se tornavam presa fácil na época da piracema. Até esta época era
possível retirar toneladas de peixes que se acumulavam sob a cachoeira
numa só pescaria, razão de seu nome. Hoje o rio flui numa grande
corredeira, mas ainda pode-se pescar dourado, piapara, piracanjuba, piau
e, melhor, descer de caiaque, bote, bóia. O
Núcleo Pesqueiro de rafting, canoagem ou bóia compreende sete
corredeiras, cada uma delas com várias batidas, num total de 8 quilômetros
de rio que podem ser percorridos em menos de duas horas de rafting. As
primeiras 6 corredeiras apresentam níveis 2, 3 e 4. A seqüência
final, do Pesqueiro, nível 5, começa com um forte desnível e joga o
bote de frente com uma parede de granito, obrigando a uma manobra rápida
para a esquerda e, imediatamente, a correção para a direita para
desviar das pedras que afloram. Aí o bote cai num remanso em “S”. O
guia tem que posicionar o bote na entrada da corredeira final à
esquerda do remanso. Neste ponto o grupo tem que remar forte para não
entrar no refluxo existente à esquerda da entrada e que forma um tubo
que fatalmente vai virar o bote. Deste ponto em diante a corredeira
desce reta, e o bote vai bater mais 5 ou seis vezes. Em alguns pontos
ele parece decolar, em outros, literalmente, mergulha. Logo à esquerda
o Rio Grande forma uma grande praia, fim do rafting. O
Núcleo Mato Dentro compõe-se de dois conjuntos de corredeiras, a do
Mato Dentro e a Iracema. Ambas são nível 5 e somente recomendadas a
pessoas muito experientes. O desnível do rio é muito abrupto, a
quantidade de manobras é muito grande e a velocidade das águas exige
muita presença de espírito, reflexo rápido e experiência. O barulho
das águas se torna tão alto que mal se ouve os comandos do guia. Há
trechos em que o bote se dobra para passar nas gargantas e os
tripulantes têm que ir ao centro. Algumas batidas constituem
verdadeiras cachoeiras, com 4 a 5 metros de altura. Os
dois núcleos podem ser percorridos no mesmo rafting, mas o remanso
entre eles é muito grande. As
águas são o estigma de Itutinga, culpa dos Campos das Vertentes. A
Cachoeira das Andorinhas é formada por 3 quedas no mesmo patamar de
pedra sabão. Uma delas desce toda negativa, o que permite um cascading
perfeito. No verão, ao jogar a corda, milhares de andorinhas saem em
revoada do paredão da cachoeira onde habitam durante sua estada, numa
fileira sinuosa, e formam uma grande nuvem escura no céu, que aos
poucos vai se dispersando. O
local permite um canyoning. A saída deverá ser feita da Cachoeira do Açude,
alguns quilômetros de rio acima na propriedade do Carlos Roberto, e o
rio vai apresentar trechos de mata fechada e várias pequenas cachoeiras
pelo caminho. A
Cachoeira das Andorinhas está dentro da propriedade do seu Balbino, bom
de prosa. Convém pedir autorização e respeitar o ambiente familiar e
o meio ambiente. A
Cachoeira das Aranhas, na Serra do Pombeiro, é, na verdade, um complexo
de cachoeiras e poços protegidos por mata ciliar em meio ao cerrado. A
água é muito transparente e fria mesmo no verão devido a altitude e
proximidade das nascentes. O rio desce pelo leito de imensas pedras por
mais de mil metros de extensão e, apesar da altitude e da grande
quantidade de cachoeiras, peixes habitam o local. Ideal para quem gosta
de mergulhar das pedras e fazer flutuação com máscara e snorkel. A
Cachoeira do Raulino é também um complexo e impressiona pelo porte
avantajado das quedas e pela quantidade e força das águas. É composta
por 4 cachoeiras: a da Ponte, a de Cima, a do Raulino e a de Baixo. A
Cachoeira de Baixo chega a cair na Represa de Camargos quando esta está
com o nível alto. Quando isso acontece, as águas da represa encobrem a
praia abaixo da cachoeira. Por ser toda positiva, não é própria para
rapel, mas de vez em quando alguém ancora. Box
1: Areado:
a ferida. Todas
as pessoas adultas de Itutinga brincaram, na infância, nas dunas do
Areado. Hoje, o que deveria ser um importante ponto turístico da cidade
— inclusive para a prática do sand board —, é uma cratera branca
no cerrado ao pé do Ouro Grosso. Há
vinte anos a Mineração Roger iniciou as obras de extração de areia
pondo fim às dunas. Depois passou a destruição para as máquinas da
Cia. Mineira de Mineração e de quatro anos para cá a empresa Casil,
do multinacional Grupo Saint-Gobain, se encarrega da carnificina.
Diariamente são extraídos 30 a 40 caminhões de material que iniciam o
processo de industrialização na cidade vizinha de Nazareno. Depois de
lavada, a areia segue para a unidade da empresa em Barbacena onde parte
do material se transforma em argamassa Quartzolit (por empresa do grupo)
e abrasivos como lixas e rebolos. O filé mignon, entretanto, é
exportado para confecção de produtos cerâmicos na indústria de
computadores. Itutinga fica apenas com o buraco causado pelas máquinas
e com a destruição de sua paisagem.
Em
entrevista à Revista Adventure o Eng. José Domingos Pereira, responsável
pela mineração, afirmou que “pelas reservas existentes no local e
considerando o que se tirou até hoje, seguramente a extração
continuará por mais 50 anos, se for mantido o ritmo atual”. E
justifica que o trabalho “é licenciado pelo FIAM/COPAM. Tem duas
licenças: a do Direito Minerário do DNPM - Departamento Nacional de
Produção Mineral do Ministério das Minas e Energia e duas Concessões
de Lavra que vão ser aglutinadas. E o licenciamento ambiental é feito
na Fundação Estadual do Meio Ambiente pelo Conselho Estadual de Política
Ambiental - FIAM/COPAM. A empresa procura se adaptar a Certificações e
tem toda uma política interna de atuação na área de meio ambiente e
segurança do trabalho. Já possui ISO 9001 e está fazendo os
procedimentos para Certificação ISO 14001”. Pode? Até
agora a área explorada não passa de 8 a 10 hectares e o direito minerário
da Saint-Gobain é de mais de 200 hectares. Um
turista desavisado certamente imagina que o estrago na paisagem é fruto
de descaso das autoridades locais e vistas grossas do IBAMA. Box
2: Pequi, a carne do cerrado. As
árvores do cerrado têm características muito peculiares, com troncos
retorcidos e cobertos por uma grossa camada de súber, que os protege
nos incêndios, e folhas geralmente grandes e rígidas. Por esperarmos
de sua diversidade uma
vegetação tosca, o cerrado nos surpreende com delicadas flores de
grande beleza que se destacam na paisagem rude entre rochas e gramíneas. Espécies
como Araticum,
Aroeira-Brava, Barbatimão, Copaíba ou Pau-de-óleo,
Gabiroba, Macaúba, ou a Fruta-de-Lobo, essencial na alimentação
do lobo guará, impressionam por suas aplicações na medicina. Servem
para um sem número de utilidades que vão desde simples dores de dente
à composição de complexas substâncias empregadas na indústria
farmacêutica. Mas é impossível caminhar por Itutinga sem se deparar
com o Pequi (Caryocar brasiliense), árvore que dá um fruto de
mesmo nome,
carnoso,
com polpa alaranjada e sementes arredondadas e oleaginosas com espinhos
internos. O
pequi serve
de alimento aos animais silvestres, como arara, tatu-peba, veados e é
utilizado no preparo de vários pratos e licores. O alto índice de
proteína encontrado no pequi lhe valeu a alcunha de “a carne do
cerrado”. É árvore protegida por lei pela Portaria nº. 54, de
05/03/87 – IBDF que impede seu corte e comercialização em todo
Território Nacional. Quem
visita Itutinga não pode deixar de experimentar o Licor de Pequi da
Dona Neide, delicioso produto artesanal feito com frutas colhidas na
natureza sob centenária receita passada de mãe para filha por várias
gerações. Box
3: Reiki,
a cura pelas imposição das mãos. O
Reiki pode gerar saúde e paz. Consiste na canalização da energia cósmica
universal e sua aplicação tem o objetivo de criar um estado interior
de harmonia. O
processo de cura se desenvolve com o fluir da energia e atua por meio da
imposição de mãos. Assim, qualquer pessoa pode aplicá-lo para tratar
a si mesma ou ajudar outras pessoas. É necessário apenas que seja
sintonizada por um Mestre devidamente habilitado. O Reiki, cujo princípio
ativo é a harmonização natural, cria o equilíbrio necessário para
que a pessoa possa lidar de forma mais segura e tranqüila com os
acontecimentos do dia-a-dia. Mariana
Bessa, de Petrópolis - RJ, visita regularmente Itutinga e desenvolve um
trabalho de terapia e iniciação nos 4 níveis de Reiki. Contatos pelo
e-mail twillailla@bol.com.br. Fonte: Reiki - A energia transformadora de Sílvio Ferreira Leite. Dos
mais de 60 roteiros disponíveis para visitação dentro do município
de Itutinga, alguns estão planilhados. São mais de 500 km de estradas
de terra ligando os pontos de visitação e fazendas, prato cheio para
quem encara um pedal. É fácil conseguir planilhas nas operadoras e na
Associação de Guias. Uma
boa pedida para um interessante passeio de bike é visitar a Capela do
Saco, lugar histórico, de construção antiga, com um pequeno povoado e
uma igreja conjugada a um cemitério. Tudo cercado por muros de pedra
construídos por escravos no século XVIII. Capela do Saco lembra uma
vila a beira-mar, com píeres e bares que servem nas calçadas da orla.
Da praia sai a Balsa da Capela que faz a travessia da Represa de
Camargos. O
percurso até a Capela utiliza trechos da Estrada Real, caminho que, no
Ciclo do Ouro, levava as riquezas de Minas Gerais para o porto de
Parati. Mas
nem só os esportes de aventura e o ecoturismo têm lugar em Itutinga. O
grande espelho d’água formado pela Represa de Camargos possibilita a
prática dos esportes náuticos, inclusive os de vela. Esta característica
atraiu veranistas para as margens da represa e os condomínios se
proliferaram com suntuosas residências, lanchas e jet-skis. É fácil
alugar um barco a motor para conhecer as belezas de Camargos. Mas a
remo, num caiaque, o sabor é diferente. A
Represa de Itutinga, menor e mais abaixo no Rio Grande, igualmente
proporciona lindas remadas. Principalmente na região da Garganta onde
grandes paredes de arenito se elevam das margens. Aqueles mais românticos
podem optar por uma canoa de madeira, à moda antiga. A
pesca é permitida nas duas represas e nos rios Grande e Capivari, com
exceção à época da piracema. Em
Itutinga, nas casas mais antigas, as janelas dão para a calçada e as
pessoas dormem com elas abertas nos dias de calor. A violência não
existe. O Posto Policial atende, vez ou outra, a um caso de briga por
excesso de álcool em alguma festa, um furto bobo de animais e raramente
algo mais sério como roubo de gado. O último crime que se tem notícia
aconteceu há mais de 8 anos, época em que aventureiros em busca de
ouro apareceram de toda parte para garimpar o precioso pó no Rio
Grande. Hoje o garimpo está fechado. As
pessoas de Itutinga se dedicam a atividades pouco praticadas nos grandes
centros urbanos, como a jardinagem; algumas casas têm lindos jardins. É comum ouvir um tropel de
cavalo, nem que seja o leiteiro fazendo suas entregas diárias. À
noite, nos finais de semana, todos põem roupas novas, namoram de mãos
dadas nos bancos do jardim, vão à missa, acompanham procissões. O espírito
de religiosidade está enraizado nos pouco mais de 4 mil habitantes,
gente de coração simples. Em
contrapartida, Itutinga é a única cidade brasileira com menos de
10.000 habitantes que possui uma torre de telefonia celular. O
“monumento” de alta tecnologia erigido no alto da Pedra do Cruzeiro,
em contraste com casas simples de bem cuidados jardins, proporciona o
conforto de manter o visitante conectado ao mundo em qualquer roteiro
que ele faça dentro do município. A
preocupação com o bem estar do visitante levou a prefeitura a investir
pesado em infra-estrutura desde que foi estabelecida a prioridade para o
turismo, uma vez que não há indústrias e as atividades ligadas ao
turismo seriam a saída de desenvolvimento. A cidade não tinha sequer
um metro de esgoto e hoje conta com um sistema de tratamento
ecologicamente correto (Revista Néz Adventure nº. 33 - Págs. 22 a 24)
que já atende 60% da área urbana. Suas vias principais foram
asfaltadas e sua praça recuperada. De fazendas comunitárias à criação
de uma fundação, 17 projetos sociais foram desenvolvidos e implantados
para melhorar a qualidade de vida da população. Em
conseqüência disso o artesanato ganhou novo fôlego e novos eventos
foram criados para diminuir o efeito da sazonalidade. Itutinga faz
aniversário em 1º. de janeiro. E o calendário de festas se estende
por todo o ano. Tem Festa do Maracujá, Torneio Leiteiro, Festa do
Jacarandá, Exposição Agropecuária, Festas Juninas, Festa de Santo
Antônio, Festa do Rosário, Folia de Reis, Congada e outros. Para 2004
poderão ser criados ainda mais eventos, como o Add Blues Venture e uma
grande feira de artesanato. Como
chegar: Saindo
de São Paulo ou Belo Horizonte: Rodovia Fernão Dias - BR 381 -
utilizar a saída 678. Tomar a BR 265, passar Lavras e seguir até o km
311. Saindo
do Rio de Janeiro: Tomar a BR 040, passar por Três Rios, Juiz de Fora e
ir até Barbacena. Entrar na BR 265, passar São João Del Rei e seguir
até o km 311. Empresas
de ônibus: Gardênia, Vale do Ouro e Paraibuna. Onde
ficar: Pousada
Nascimento - Quartos e suítes - 35 - 3825-1262 Pousada
Novo Milênio - Chalés - 35 - 3825-1209 Hotel
Rio Grande - Apartamentos
e chalés - 35 - 3825-1282 Fazenda
da Pedra - informe-se Lajinha
Camping Bar -
informe-se Camping
da Prainha - informe-se Onde
comer: Restaurante
Aparecida - 35 - 3825-1158 Restaurante
São Geraldo - 35 - 3825-1204 Restaurante
do Hotel Rio Grande - 35 - 3825-1282 Telefones
úteis: Associação
de Guias Locais - 35 - 3825-1205 Prefeitura
Municipal - 35 - 3825-1185 Hospital
- 35 - 3825-1230 Dicas: •
Solicite no comércio local o seu Guia Turístico Itutinga 2003 com
todas as informações de estabelecimentos comerciais, serviços e
roteiros. •
Itutinga tem um Posto de Atendimento Bancário do Bradesco na agência
dos Correios que funciona apenas no horário comercial e um Posto de
Atendimento da Caixa Econômica Federal. Nenhum tem auto atendimento •
O único estabelecimento que aceita cartão de crédito é o Hotel e
Restaurante Rio Grande •
Há apenas 1 posto de combustível •
Faça sua reserva antes de viajar •
Use e abuse do seu celular Operadoras: •
Conexão Aventura - Itutinga - 35 - 3825-1265 •
Lazer e Aventura - São João Del Rei - 32 - 3371-9981 - 9981-3474 •
Aquatrilha - Lavras - 35 - 3822-8922 - 9969-5576 Agradecimentos: •
À Adriana Freitas, companheira de aventuras e de todas as horas; •
Ao Prefeito Municipal, Sr. Antônio Alves de Paiva, pelo apoio e
colaboração; •
À todos os funcionários da prefeitura; •
Ao Célio do Nascimento, por ter guiado as primeiras trilhas; •
À Nathiele A. Soares, pela prestatividade; •
Ao Luiz Camilo Azarias, companheiro de várias aventuras; •
Ao Carlos Roberto de Andrade por ter mostrado lindos lugares; •
Aos irmãos Marcelo e Ricardo da Lazer & Aventura pela grande força;
e •
Ao Erik e ao Alex da Aquatrilha pela parceria. Mais
informações:
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