Os roteiros disponíveis em Itutinga garantem atividades para qualquer disponibilidade de tempo de permanência. Em um único final de semana é possível fazer quatro atividades diferentes em locais diversos. Da mesma forma, um final de semana prolongado pode ser totalmente preenchido de atividades. Mas para conhecer todos os encantos deste lugar, é melhor tirar férias e fazer uma mochila bem grande!

Trilha dos Tropeiros

Caminho construído por escravos no final do Século XVII que desafia os altos paredões da Serra de Carrancas. Variante da Estrada Real, foi também utilizado durante mais de 200 anos por tropeiros que levavam mercadorias para comercialização em Carrancas. Ponto de saída e retorno: Fazenda do Maroto.

Serra do Pombeiro

Um lindo trekking que faz a travessia da Serra do Pombeiro desvenda campos de altitude, vegetação de afloramento de rocha maciça e termina no espetacular complexo da Cachoeira das Aranhas. A caminhada dura 5 h, é leve e imperdível.

Serra Ouro Grosso

A travessia da Serra Ouro Grosso começa ao sopé da Pedra do Cruzeiro e faz o visitante se extasiar com a beleza do lugar. A natureza se revela exuberante ao passo que se adentram as matas que contornam a serra. Dá para fazer um rapel nos paredões de arenito ou praticar um boulder e, com sorte, avistar um lobo guará. A trilha vai até a CEMIG e Camargos.

Tanque do Moinho

Uma trilha leva até o Rebojo, uma curva do Rio Grande, e desce acompanhando o rio por dentro da mata ciliar — entre copaíbas, ingás e jatobás — até outra trilha que sobe beirando o Ribeirão Grande e chega à cachoeira do Tanque do Moinho. No local há um moinho movido a roda d’água em ruínas e outro funcionando, onde é possível ver o milho sendo moído a pedra como antigamente.

Pedra do Cruzeiro

A Pedra do Cruzeiro é um mirante de onde se vê toda a cidade. Nela está instalada uma torre de telefonia celular. A caminhada é leve, mas dá para ir de carro. O lugar é ideal para assistir ao pôr do sol.

Lajinha

A Lajinha é muito freqüentada por turistas e moradores. Uma pequena cachoeira cercada por bem cuidados jardins cria um clima muito agradável. Há um bar no local que, dizem, serve o melhor bolinho de mandioca de Minas Gerais. Com área de camping, churrasqueiras e quadra esportiva.

Cânion Sumidouro

A caminhada acompanhando um trecho do Rio Capivari, conhecido por Funil, começa na parte baixa do rio, por praias e trilhas, e sobe o rio. De repente, o visitante chega a um poço e percebe que dali para cima não há mais água. O leito segue seco mostrando as rochas de basalto. Neste ponto o rio brota e forma a ressurgência, um fenômeno que não deixa o banhista afundar pelo efeito da correnteza ascendente. Aproximadamente quatrocentos metros acima o rio desaparece no sumidouro. Para cima do funil o rio é calmo.

Sete Pedras

Sete Pedras é, talvez, o lugar mais misterioso da região. Durante milhares de anos a ação dos ventos e das chuvas esculpiu nas rochas de arenito belíssimos monumentos naturais. Sete Pedras se assemelha à ruínas de uma cidade, da qual só sobraram as colunas. Quem lá chega, passa pelo Portal vigiado pela Pedra do Guardião e entra no complexo. 

Talvez pelo seu aspecto misterioso, incomum, Sete Pedras é envolto por um clima de magia e misticismo. Segundo lendas, seu chão era coberto de cristais. Há quem diga que o platô da montanha é um campo de pouso de discos voadores, e moradores dos arredores da Serra do Galinheiro, onde estão as Pedras, afirmam ver luzes rondando a montanha à noite. O local é utilizado para cerimônias de iniciação Reiki por grupos esotéricos.

Serra de Carrancas

No extremo sul do município está o maior desnível de Itutinga, a Serra de Carrancas, que chega a apresentar diferenças de 280 metros de altura em alguns pontos e tem 15 quilômetros de extensão. Para fazer a travessia da Serra de Carrancas por cima dos paredões são necessários dois dias de caminhada. A vista que se tem durante o trekking, entretanto, constitui um espetáculo dos mais bonitos. Nos paredões nidificam maritacas, papagaios, gaviões, canários e outras aves. É uma região riquíssima em mananciais, toda recoberta por vegetação nativa.

Cachoeira das Andorinhas

A Cachoeira das Andorinhas é formada por 3 quedas no mesmo patamar de pedra sabão, tem 16 metros de altura e apresenta duas praias ao lado do poço que se forma. É ideal para uma deliciosa chuveirada e, para os mais adrenados, proporciona um emocionante cascading (rapel em cachoeira). 

Cachoeira das Aranhas

A Cachoeira das Aranhas, na Serra do Pombeiro, é, na verdade, um complexo de cachoeiras e poços protegidos por mata ciliar em meio ao cerrado. A água é muito transparente e fria mesmo no verão devido à altitude. O rio desce pelo leito de imensas pedras por mais de mil metros de extensão e, apesar da altitude e da grande quantidade de cachoeiras, peixes habitam o local. Ideal para quem gosta de mergulhar das pedras e fazer flutuação com máscara e snorkel.

Cachoeira do Raulino

A Cachoeira do Raulino é também um complexo e impressiona pelo porte avantajado das quedas e pela quantidade e força das águas. É composta por 4 cachoeiras: a da Ponte, a de Cima, a do Raulino e a de Baixo. A Cachoeira de Baixo chega a cair na Represa de Camargos quando esta está com o nível alto e as águas encobrem a praia abaixo da cachoeira. Por ser toda positiva, não é própria para rapel, mas de vez em quando alguém ancora.  

Rampa de Vôo Livre

Instalada no alto da Serra de Carrancas, próxima ao Salto, a rampa de salto permite decolagens de parapentes e asas delta. O desnível do local é de 230 metros, o que proporciona um lindo visual de toda a região de Itutinga. Recomendado até para quem não vai voar.

CEMIG

Na reserva da CEMIG, na Serra Ouro Grosso, vivem lobos guará. Nela há uma trilha ecológica que pode ser visitada com prévio agendamento. Da mesma forma, a CEMIG disponibiliza para visitação o Viveiro de Mudas, que existe para fazer replantio de matas ciliares e a Piscicultura, que faz o repovoamento do Rio Grande acima das barragens.  

Represa de Itutinga

A primeira hidrelétrica de Minas Gerais foi instalada em Itutinga. Juscelino Kubitschek, então governador de Minas, inaugurou, em meados de 1954, a Usina de Itutinga que se valeu dos desníveis do Rio Grande e formou a Represa de Itutinga. Suas águas proporcionam lindas remadas com canoas canadenses e caiaques, principalmente na região da Garganta onde grandes paredes de arenito se elevam das margens. Aqueles mais românticos podem optar por uma canoa de madeira, à moda antiga.

Garganta

Um cânion de mais de 40 metros de altura, de nome Garganta, foi inundado por ocasião da construção da barragem de Itutinga. Até hoje o local é conhecido pelo nome original e suas águas superam 30 metros de profundidade. Dos mais de 40 metros de paredão restaram pouco mais de 10, mas o lugar encanta por sua beleza ímpar.

Prainha

A Praínha está localizada na Vila Residencial da Cemig, às margens da Represa de Itutinga. No local há uma praia própria para banho com chuveiro, quadra esportiva, campo de futebol, área de camping, bar e lanchonete.

Represa de Camargos

Nem só os esportes de aventura e o ecoturismo têm lugar em Itutinga. O grande espelho d’água formado pela Represa de Camargos possibilita a prática dos esportes náuticos, inclusive os de vela. Esta característica atraiu veranistas para as margens da represa e os condomínios se proliferaram com suntuosas residências, lanchas e jet-skis. É fácil alugar um barco a motor para conhecer as belezas de Camargos. Mas a remo, num caiaque, o sabor é diferente.

Furnas

Em 1968 instala-se em Itutinga a subestação de Furnas, com paisagismo de Burle Marx, para distribuir o potencial energético produzido pelas usinas de Itutinga e Camargos. O local não é aberto à visitação, pode apenas ser observado pelo lado de fora do alambrado.

Outros pontos de visitação:

Poço da Sereia, Cuca na Água, Morro Pelado, Boqueirão, Iracema, Mato Dentro, Pesqueiro, Rebojo, Barro Preto, Quebra Canoa, Mangue, Cachoeira do Açude, Beco, Cachoeira da Passagem (Jabuticaba), e muitos outros.