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O
cerrado é uma vegetação característica da parte central do Brasil. Ocupa
cerca de 20% do território nacional, aproximadamente 2 milhões de km2, sendo a segunda maior formação vegetal
brasileira. Trata-se de uma das principais áreas de ecossistemas
tropicais da Terra, sendo um dos centros prioritários para a preservação
da biodiversidade do planeta. O cerrado engloba 1/3 da biota (flora e
fauna juntas) brasileira e 5% da mundial.
O
clima típico da região dos cerrados é quente, semi-úmido, com verão
chuvoso e inverno seco. Os solos são geralmente muito antigos,
quimicamente pobres e profundos.
A
paisagem do cerrado é caracterizada por extensas formações savânicas,
interceptadas por matas ciliares ao longo dos rios e nos fundos de vale.
Estudos,
estimam o número de espécies vegetais em torno de 10 mil; e que mais
de 1.600 espécies de mamíferos, aves e répteis já foram
identificados nos ecossistemas de cerrado.
O
relevo do Cerrado é em geral bastante plano ou suavemente ondulado,
estendendo-se por imensos planaltos ou chapadões. Cerca de 50% de sua
área situa-se em altitudes que ficam entre 300 e 600 m acima do nível
do mar; apenas 5,5% vão além de 900m.
Fruta-de-lobo
Representa
40% da alimentação do Lobo-guará. O alimento ajuda na sua digestão e
serve como um vermífugo
natural contra uma parasitose renal e na ausência deste fruto, o animal
morre.

Cipó-de-são-joão
De
suas flores faz-se xarope para a tosse.

Ipê
do Cerrado

Flor
do Pequi
É
bastante disseminada na medicina popular regional a utilização do óleo
do pequi adicionado ao mel de abelha contra gripes e bronquites.

Pára-tudo
Abundante
flor do cerrado de rara beleza.

Tucaneira
(ou Pau-de-tucano)
ANIMAIS
DO CERRADO
Entre
os invertebrados, os mais notáveis são os cupins e as formigas
cortadeiras (saúvas). São eles os principais herbívoros do cerrado,
tendo uma grande importância no consumo e na decomposição da matéria
orgânica, assim como constituem uma importante fonte alimentar para
muitas outras espécies animais. Abelhas também têm papel fundamental
na polinização das flores e gafanhotos apresentam grande riqueza de
espécies e significativa importância como herbívoros.
Entre
as aves do cerrado destacam-se: andorinha, anu-preto, anu-branco, azulão,
beija-flor, bem-te-vi, canário-da-terra, chupim, codorna, coruja,
gavião-carrapateiro,
gavião carcará (caracará), gavião-pomba*, gralha, joão-de-barro, macuco*,
maritaca, mergulhão*, mutum*, papagaio*, pássaro-preto, perdiz,
pica-pau*, quero-quero, rolinha, sabiá*, seriema, tiziu, tucano (tucanuçu),
urubu-preto.
Entre
os animais,
destacam-se: anta, capivara, cateto, queixada, paca, onça-parda*,
onça-pintada*, jaguatirica*, lobo-guará*, cachorro-do-mato*, gambá,
preguiça*, lontra*, tatu-bola*, tatu-canastra*, preá, tamanduá*,
veado-campeiro*, calango, teiú, sauá*, guariba*, sagüi*, cobra-coral
verdadeira e falsa, cobra-cipó, jibóia, urutu, cascavel, jararaca e
morcego.
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ameaçados de extinção
VEGETAÇÃO
DO CERRADO
As
árvores do cerrado são muito peculiares, com troncos tortos, cobertos
por uma cortiça grossa, cujas folhas são geralmente grandes e rígidas.
Os troncos tortos podem ser considerados como um efeito do fogo no
crescimento dos caules, impedindo-os de se tornarem retilíneos pois
pelas mortes de sucessivas gemas terminais e brotamento de gemas
laterais, o caule acaba tomando uma aparência tortuosa. A espessa
camada de súber (tecido formado por células mortas) que envolve
troncos e galhos no Cerrado é outra característica interpretada como
uma adaptação ao fogo. Agindo como isolante térmico, o súber
impediria que as altas temperaturas das labaredas atingissem os tecidos
vivos mais internos dos caules. Muitas plantas herbáceas (porte de
erva) têm órgãos subterrâneos, onde são armazenados água e
nutrientes. Cortiça grossa e estruturas subterrâneas podem ser
interpretadas como algumas das muitas adaptações desta vegetação,
que lhe permite subsistir às secas e às queimadas periódicas a que é
submetida, protegendo as plantas da destruição e capacitando-as para
rebrotar após o período de estiagem e/ou após o fogo. Dentro do solo,
a 1, 2, 5 cm de profundidade, a temperatura pode elevar-se apenas em
alguns poucos graus. Uma pequena camada de terra é suficiente para
isolar termicamente todos os sistemas subterrâneos que se encontram sob
ela, fazendo com que mal percebam o fogaréu que lhes passa por cima.
Graças a isto, estas estruturas conseguem sobreviver e rebrotar poucos
dias depois, como se nada houvesse acontecido.
O
Cerrado não é uma região uniforme quanto a vegetação. Existem ali
classificações diferentes de vegetação, conforme a densidade de árvores
por área:
-
Campo
limpo - com vegetação
predominante e quase exclusiva de gramíneas.
-
Campo sujo - possui cerca
de 15% de árvores e arbustos, os quais concentram-se geralmente em
"ilhas" de vegetação.
- Cerrado típico
- com árvores mais espaçadas e de menor porte.
- Cerradão - com vegetação
exuberante, composta de árvores médias e altas, porém ainda com um
percentual de vegetação
baixa e arbustos.
-
Campo rupestre – encontrado em áreas de contato do cerrado com a
caatinga, solo raso e sofrem bruscas variações em relação à
profundidade, drenagem e conteúdo nutricional. Composto por vegetação
arbustiva.
-
Matas ciliares – Matas fechadas que ocorrem em nascentes ou ao
longo de cursos d’água, em regiões mais férteis. Se assemelham à
região de Mata Atlântica, muitas vezes repetindo as mesmas espécies
desta.
-
Vegetação de afloramento de rocha maciça – representada por
cactos, liquens, musgos, bromélias e ervas.
A
diversidade das árvores do Cerrado é muito grande, e por esperarmos
sempre uma vegetação dura e de “casca grossa” em todos os
sentidos, sempre nos surpreendemos com flores de grande beleza e
delicadeza. Muitas vezes, na época de chuvas, as próprias folhas novas
têm uma suave tonalidade de flor, destacando-se na paisagem agreste.
BIBLIOGRAFIA
Guia Ilustrado de Plantas do Cerrado de Minas Gerais – CEMIG.
Internet: sites diversos.
Fotos: Paulo Gaia

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